terça-feira, 29 de outubro de 2019

APOLOGIA ÀS POESIAS

Eu sou rima faceira;
Que com o versar se vai;
Eu sou uma consonância infinda;
Que emociona quando da mente sai...

Não adianta me escrever em um papel;
Pois este papel em cinza vai se transformar;
Não conseguem ver que estou sumindo com o tempo;
Sou como uma vela com sua chama a queimar...

Eu sou rima faceira;
Que com o versar se vai;
Eu sou uma consonância infinda;
Que emociona quando da mente sai...

A lua cheia para mim é um bom ensejo;
Mas o relógio, poeta, te cobra o dia de amanhã;
Me deixas sozinha, esquecida e desamparada no teu leito;
E a tua namorada versejada aqui está...

Eu sou rima faceira;
Que com o versar se vai;
Eu sou uma consonância infinda;
Que emociona quando da mente sai...
           
Por isso agora o que eu quero é que me preservem;
Não quero nem saber de me esquecer ou me abdicar;
Eu vou deixar em quem me ler minha alegoria;
Sou como uma vela com sua chama a queimar...

Eu sou rima faceira;
Que com o versar se vai;
Eu sou uma consonância infinda;
Que emociona quando da mente sai...

Eu sou rima faceira;
Que com o versar se vai;
Eu sou uma consonância infinda;
Que emociona quando da mente sai...

Eu sou rima faceira;
Que com o versar se vai;
Eu sou uma consonância infinda;
Que emociona quando da mente sai...

Eu sou rima faceira;
Que com o versar se vai;
Eu sou uma consonância infinda;
Que emociona quando da mente sai...

BY MAIRTON LIMA