quinta-feira, 15 de março de 2012

AQUILO QUE VOCÊ ME FAZ (AQUEL QUE USTED ME HAZ)


  Você!
Fazendo aquilo que você me faz;
Partindo meu coração;
Em milhões de pedaços;
Como você sempre me faz...



E você;
Jamais pretendeu ser cruel;
Você nunca nem soube;
Sobre a dor no coração;
Pela qual eu tenho passado...

Saiba que eu tento;
E tento te esquecer, garota;
Mas isto não é tão fácil de fazer;
Ainda mais toda vez que você;
Faz aquilo que você me faz...

Eu achei que;
Conhecia todos os jogos;
Que você jogava;
E talvez eu ainda ache o caminho;
Para fazer você crer;
Que você será minha um dia...
 
Quem sabe nós poderíamos ser felizes;
Será que você não vê?
Se você apenas;
Soubesse o que eu quero te falar;
Você iria permanecer próxima de mim...

Mesmo porque eu tento;
E tento te esquecer, garota;
Mas isto não é tão fácil de fazer;
Ainda mais toda vez que você;
Faz aquilo que você me faz...

Eu não te peço muito, garota;
Mas de uma coisa eu tenho certeza;
O seu amor eu nunca conseguirei, garota;
E eu simplesmente já não agüento mais isso...

Quem sabe nós poderíamos ser felizes;
Será que você não vê?
Se você apenas;
Soubesse o que eu quero te falar;
Você iria permanecer próxima de mim...

Saiba que me dói tanto;
Apenas ver você sair;
Por aí com outro cara;
E se eu conheço você;
Você está fazendo aquilo...

Todos os dias apenas me fazendo aquilo;
Eu não posso mais agüentar;
Você sempre fazendo aquilo que você faz...

BY MAIRTON LIMA

sábado, 10 de março de 2012

O DIA EM QUE A CIDADE PAROU - CAPÍTULO PILOTO



De volta à cidade de Juazeiro do Norte, Hermes adentrou na rodovia principal e se aproximava já de sua cidade natal; ou melhor, natal não, visto que ele não nascera ali, mas apenas morou lá por muito tempo. O veiculo corria a 60 km por hora, certo vá lá, é uma velocidade baixa para uma alto-estrada, porém devemos recorda-se que ele já adentrava na cidade, e nada mais justo do que reduzir a velocidade.
 Logo, Hermes vislumbrou a placa de saudação da cidade, onde dizia: “Bem vindos à Juazeiro do Norte, a capital da fé do sertão cearense”, ao lado a bandeira hasteada em uma espécie de torre de três pés, uma bandeira de lados amarelo e azul, com uma cruz de santo André branca e a imagem de dois leões ao centro.
Mas um fato intrigava o Hermes, que era o fato de as ruas estarem desertas, embora fosse um dia da semana em que era comum o trabalho de feirantes na cidade, visto que se tratava de uma quinta-feira. Hermes decidiu avançar até o ponto onde a feira municipal se ajuntava naquele dia, toda semana nas quintas-feiras se realizava a feira da cidade no paço de Juazeiro do Norte, em frente ao mercado central da cidade. Para lá se dirigiu o Hermes em seu carro.
Depois de algum tempo, avistara o paço em frente ao mercado central completamente vazio e o que era mais espantoso: completamente desarrumado como se ali tivesse havido uma briga de animais ferozes. Barracas derrubadas, frutas e mercadorias espalhadas pelo local e um rastro de destruição que se dirigia até a porta de entrada do mercado. Hermes se aproximava apalermado de lá, já com a mão na arma que trazia na cintura. Havia acabado de ser nomeado delegado da cidade, e não esperava encontrar a cidade em tal estado.
O medo se aproximava dele a cada passo que ele dava para o mercado destruído. Ao chegar à porta colocou a mão na mesma e a empurrou com a arma já em punho, apontando para os lados, ultrapassou a soleira do local, e um choque lhe veio com o que viu: o local estava banhado de sangue, e lá não se abatiam animais nem se vendia carne, já que o açougue era a três quadras dali.
Foi andando para sair pelo outro lado do mercado, porém quando estava próximo à porta dos fundos ouviu a sirene de sua viatura ser acionada, aturdido, correu de volta por dentro do mercado para frente do mercado, quando saiu do mesmo viu sua viatura com as sirenes ligadas e com a arma pronta para a ação se aproximou da mesma.
Abriu a porta e viu que nada havia dentro do carro, e sendo assim se prontificou a adentrar no veiculo, quando o fez vislumbrou pelo retrovisor interno alguém se aproximando por trás do carro, sacou a arma e esperou a pessoa se aproximar mais para abordá-la: “Dever ser um delinquente” imaginou Hermes e lentamente foi abrindo a porta do veiculo e pondo o pé esquerdo no chão fora do mesmo.
Ficou de pé encostado no veiculo e viu que a tal pessoa estava agora andando do outro lado do carro que estava ao lado do seu. Percebeu que era um homem sujo. Sendo assim Hermes gritou em tom de ameaça: - Parado, em nome da lei! Encoste-se ao carro e não lhe farei mal algum, apenas lhe revistarei – falava ele se dirigindo em direção da pessoa por trás do carro em que o tal homem estava agora parado sem ação.
   Logo se colocou atrás do carro e ordenou a pessoa suja que estava a sua frente: - Mãos para cima, e encoste-se no carro. Neste momento o homem lentamente começou a se voltar para ele e Hermes recuou apavorado. O homem tinha o rosto totalmente destruído, os olhos eram brancos como algodões, sua roupa estava rasgada e sua boca era negra e os dentes amarelados. – Céus! – bradou Hermes já disparando contra o ser acertando-lhe num dos braços. Hermes arregalou os olhos quando ouviu a voz estranha do homem reboar pelos ares: - Miolos!
Desesperado, Hermes correu para sua viatura e saiu cantando pneu. Deixando para trás um homem sujo e com feições de defunto. Vá lá, digamos a verdade: Hermes acabara de ver um morto que andava com seus próprios pés. Um cazumbi em plena cidade de Juazeiro do Norte. Seria isso um sonho ou uma trágica e estranha realidade? Hermes corria em seu carro e logo chegou a delegacia do local e se trancou lá dentro. Mesmo sendo um homem que não temia bandidos, tampouco pessoas mortas, todavia aquela visão abalara seus nervos de aço e repentinamente, desfaleceu.

quarta-feira, 7 de março de 2012

FOI DEUS QUE FEZ VOCÊ

Foi Deus que fez o céu;
O rancho das estrelas;
Fez também o seresteiro;
Para conversar com elas...

Fez a lua que prateia;
Minha estrada de sorrisos;
E a serpente que expulsou;
Mais de um milhão do paraíso;
Foi Deus quem fez você...

Foi Deus que fez o amor;
Fez nascer a eternidade;
Num momento de carinho;
Fez até o anonimato;
Dos afetos escondidos;
E a saudade dos amores;
Que já foram destruídos;
Foi Deus...

Foi Deus quem fez o vento;
Que sopra os teus cabelos;
Foi Deus quem fez o orvalho;
Que molha o teu olhar, teu olhar...

Foi Deus que fez as noites;
E o violão plangente;
Foi Deus que fez a gente;
Somente para amar;
Só para amar...

Foi Deus que fez o céu;
O rancho das estrelas;
Fez também o seresteiro;
Para conversar com elas...

Fez a lua que prateia;
Minha estrada de sorrisos;
E a serpente que expulsou;
Mais de um milhão do paraíso;
Foi Deus quem fez você...

Foi Deus que fez o amor;
Fez nascer a eternidade;
Num momento de carinho;
Fez até o anonimato;
Dos afetos escondidos;
E a saudade dos amores;
Que já foram destruídos;
Foi Deus...

Foi Deus quem fez o vento;
Que sopra os teus cabelos;
Foi Deus quem fez o orvalho;
Que molha o teu olhar, teu olhar...

Foi Deus que fez as noites;
E o violão plangente;
Foi Deus que fez a gente;
Somente para amar;
Só para amar...

BY AMELINHA