quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A SAUDADE É UMA PEDRA


Madrugada fria;
E eu aqui na rua;
Afogando as mágoas;
Olhos rasos d'água;
De saudade sua...

Vou matando o tempo;
Ando de bobeira;
Paixão absurda;
Esse amor não muda;
É para vida inteira...

Já tentei ligar, pedir perdão;
Te procurar, bater na porta;
Coração tá no sufoco;
E o meu corpo não suporta;
Outra noite sem teu colo;
Sem teus beijos, teu calor...

Brigo com a solidão;
Dou uma de machão, duro na queda;
Mas no fundo do meu peito;
A saudade é uma pedra;
Que machuca, dói na alma;
E o remédio é o seu amor!...

Ninguém disfarça;
Ninguém esconde;
O que o coração revela...

Mas que paixão bandida!
Olha só que droga,
Lá vou eu chorar por ela...

Ninguém disfarça;
Ninguém esconde;
O que o coração revela...

Mas que paixão bandida!
Olha só que droga,
Lá vou eu chorar por ela...

ZEZÉ DE CAMARGO E LUCIANO