segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CÂNTIGO À BÓREAS (O VENTO NORTE)



O vento sacode e levanta a poeira;
Espalha o lixo e move as águas do mar;
Começa a varrer a sujeira da terra;
Atiçando o fogo para tudo queimar...

Batendo com força punindo o sujo;
Sujando a quem quer ser limpo demais;
Soprando na orelha de quem sabe menos;
Empurrando à frente a quem sabe mais...

Vento norte, professor;
Vento norte, tradutor;
Justiceiro bendito;
Ensine o viver;
Dessa terra carente;
De paz e amor!

Puni a burrice e a estupidez do mundo;
Trazendo do norte um cheiro de paz;
Sacode os cabelos da moça bonita;
Que logo delira ao som que ele faz...

Chegando com a força do povo nortista;
Que aprende ainda criança a sofrer e a lutar;
Varrendo com força a sujeira e a preguiça;
O vento do norte chegou para nos ensinar...

Vento norte, professor;
Vento norte, tradutor;
Justiceiro bendito;
Ensine o viver;
Dessa terra carente;
De paz e amor!

E quando quiser ele logo derruba;
Balança os coqueiros fazendo os cocos cair;
Fazendo a limpeza de dentro de casa;
Soprando para fora o que tem que sair...

Trazendo o rugido altivo da fera;
E conta para todos o que já sofreu;
Como um furacão que vem para nos redimir;
Ele quer assumir um lugar que é seu...

Vento norte, professor;
Vento norte, tradutor;
Justiceiro bendito;
Ensine o viver;
Dessa terra carente;
De paz e amor!

Vento norte, professor;
Vento norte, tradutor;
Justiceiro bendito;
Ensine o viver;
Dessa terra carente;
De paz e amor!

BY MAIRTON LIMA

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

BASTAVA (BASTABA; ENOUGHT)

Um sorriso simpático;
Que responda ao meu sorriso, bastava;
Um espaço dividido;
Com as coisas mais simples, bastava...

Um abraço em qualquer lugar, e mesmo agora;
Nos permitiria falar com graça de coisas sérias;
E até esquecer que usamos roupas;
Transformar as desavenças, em paz;
O primeiro que se renderá, já saberá o que faz...

Como podemos chegar;
A nos amar tão mal?
Fracamente, eu não sei!
Como você pode dizer;
Que aqui cada um é por si;
E Deus por todos será?

Um passeio pela praça;
E sentar-nos em um banco, bastava;
Dar ouvido aos seus conselhos;
Mesmo que você esteja errada, bastava...

E importar-se menos;
Com nossas cordialidades;
As quais disfarçavam;
Nossos erros e gafes...

E mergulharmos dentro;
Da alma gelada;
E aceitar que o ontem;
Já é água passada...

Mas como podemos chegar;
A nos amar tão mal?
Fracamente, eu não sei!
Como você pode dizer;
Que aqui cada um é por si;
E Deus por todos será?

Como que você e eu;
Podemos ser tão bobos assim;
Como é que nós podemos jogar na cara;
O ódio que acabou nos vencendo aqui...

Bastava!
Te dar tudo;
Mesmo que fosse pouco;
Depende do que você entende por pouco?

Bastava!
Pronunciar mal as palavras;
Pelas ruas da cidade;
Sim bastava!

Hoje à noite abra os olhos;
E perceba a falta de amor;
Que há e veja a nossa dor...

Hoje à noite abra os olhos;
E veja as minhas lágrimas derramadas;
Caídas no chão e não digas nada...

Como podemos chegar;
A nos amar tão mal?
Fracamente, eu não sei!
Como você pode dizer;
Que aqui cada um é por si;
E Deus por todos será?



Bastava!
Agora você sabe;
O que sinto por você!
Bastava, bastava, bastava...

Lembra-se de quando bastava!
Bastava!

BY MAIRTON LIMA