quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A SAUDADE É UMA PEDRA


Madrugada fria;
E eu aqui na rua;
Afogando as mágoas;
Olhos rasos d'água;
De saudade sua...

Vou matando o tempo;
Ando de bobeira;
Paixão absurda;
Esse amor não muda;
É para vida inteira...

Já tentei ligar, pedir perdão;
Te procurar, bater na porta;
Coração tá no sufoco;
E o meu corpo não suporta;
Outra noite sem teu colo;
Sem teus beijos, teu calor...

Brigo com a solidão;
Dou uma de machão, duro na queda;
Mas no fundo do meu peito;
A saudade é uma pedra;
Que machuca, dói na alma;
E o remédio é o seu amor!...

Ninguém disfarça;
Ninguém esconde;
O que o coração revela...

Mas que paixão bandida!
Olha só que droga,
Lá vou eu chorar por ela...

Ninguém disfarça;
Ninguém esconde;
O que o coração revela...

Mas que paixão bandida!
Olha só que droga,
Lá vou eu chorar por ela...

ZEZÉ DE CAMARGO E LUCIANO

domingo, 15 de julho de 2012

QUINZE (15)


Você respira fundo;
E caminha através das portas;
É a manhã do seu primeiro dia de aula...

Você diz oi para seus amigos;
Que não vê há muito tempo;
E tenta ficar fora do caminho de todos...

É seu primeiro ano;
E você vai estar aqui;
Pelos próximos quatro anos nessa cidade...

Esperando que um dos veteranos;
Pisque para você e diga;
"Nunca te vi por aqui antes"...

Porque quando você tem quinze anos;
E alguém diz que te ama;
Você vai acreditar...

Quando você tem quinze anos;
E acha que não há nada mais;
Para descobrir na vida...

Mas conte até dez, reflita;
Esta é a vida antes de você saber;
Quem você vai ser, aos quinze...

Você senta em uma classe;
Ao lado de uma ruiva chamada Abigail;
E logo vocês são melhores amigas...

Rindo das outras garotas;
Que pensam que são tão legais;
“Nós estaremos fora daqui o mais breve possível”...

E então você está no seu primeiro encontro;
Ele tem um carro;
E você sente que está voando;
E sua mãe está te esperando acordada...

E você pensando que ele é o homem da sua vida;
E você dança no seu quarto quando a noite termina;
Quando a noite termina...

Porque quando você tem quinze anos;
E alguém diz que te ama;
Você vai acreditar...

Quando você tem quinze;
E seu primeiro beijo;
Faz sua cabeça girar...

Mas em sua vida você fará coisas maiores;
Que namorar um menino do time de futebol;
Eu não sabia disso aos quinze...

Quando tudo que você quis era para ter sido assim;
Gostaria que você pudesse voltar;
E dissesse a si o que você sabe agora...

Naquela época eu jurei;
Que eu ia casar com ele um dia;
Mas descobri que tinha sonhos maiores...

E Abigail deu tudo que tinha;
Para um menino que mudou de ideia;
Nós duas choramos...

Porque quando você tem quinze anos;
E alguém diz que te ama;
Você vai acreditar...

E quando você tem quinze;
Não se esqueça de olhar antes de cair;
Eu descobri que o tempo pode curar quase tudo...

E você descobrirá que deveria ser;
Eu não sabia quem eu deveria ser;
Aos quinze...

Seu primeiro dia;
Respire fundo, garota;
Respire fundo enquanto atravessa essas portas...

BY MAIRTON LIMA

segunda-feira, 4 de junho de 2012

INCERTEZA


  Eu não sei se foi um sonho ou verdade;
Mas ela esteve comigo aqui;
Em silêncio ouvi seus passos na escada;
Até a porta abrir...

Sob a luz do luar amarelado;
Se declarou para mim;
De repente me apaguei de nada lembro;
Me despertei assim...

Apaixonado, meio atordoado;
Com aquela incerteza;
Mundo rodando de ponta cabeça;
E uma angústia que eu nunca senti...

Meio transtornado, rosto molhado;
De suor e de lágrimas;
Coração quebrado, o choro deságua;
E o cheiro dela grudado em mim...

Será que foi verdade ou fantasia;
Ou pura ilusão que eu vivia?
Será que foi verdade ou fantasia;
Ou pura ilusão que eu vivia?

MÚSICA DE LEONARDO
PARÓDIA BY MAIRTON LIMA

quinta-feira, 15 de março de 2012

AQUILO QUE VOCÊ ME FAZ (AQUEL QUE USTED ME HAZ)


  Você!
Fazendo aquilo que você me faz;
Partindo meu coração;
Em milhões de pedaços;
Como você sempre me faz...



E você;
Jamais pretendeu ser cruel;
Você nunca nem soube;
Sobre a dor no coração;
Pela qual eu tenho passado...

Saiba que eu tento;
E tento te esquecer, garota;
Mas isto não é tão fácil de fazer;
Ainda mais toda vez que você;
Faz aquilo que você me faz...

Eu achei que;
Conhecia todos os jogos;
Que você jogava;
E talvez eu ainda ache o caminho;
Para fazer você crer;
Que você será minha um dia...
 
Quem sabe nós poderíamos ser felizes;
Será que você não vê?
Se você apenas;
Soubesse o que eu quero te falar;
Você iria permanecer próxima de mim...

Mesmo porque eu tento;
E tento te esquecer, garota;
Mas isto não é tão fácil de fazer;
Ainda mais toda vez que você;
Faz aquilo que você me faz...

Eu não te peço muito, garota;
Mas de uma coisa eu tenho certeza;
O seu amor eu nunca conseguirei, garota;
E eu simplesmente já não agüento mais isso...

Quem sabe nós poderíamos ser felizes;
Será que você não vê?
Se você apenas;
Soubesse o que eu quero te falar;
Você iria permanecer próxima de mim...

Saiba que me dói tanto;
Apenas ver você sair;
Por aí com outro cara;
E se eu conheço você;
Você está fazendo aquilo...

Todos os dias apenas me fazendo aquilo;
Eu não posso mais agüentar;
Você sempre fazendo aquilo que você faz...

BY MAIRTON LIMA

sábado, 10 de março de 2012

O DIA EM QUE A CIDADE PAROU - CAPÍTULO PILOTO



De volta à cidade de Juazeiro do Norte, Hermes adentrou na rodovia principal e se aproximava já de sua cidade natal; ou melhor, natal não, visto que ele não nascera ali, mas apenas morou lá por muito tempo. O veiculo corria a 60 km por hora, certo vá lá, é uma velocidade baixa para uma alto-estrada, porém devemos recorda-se que ele já adentrava na cidade, e nada mais justo do que reduzir a velocidade.
 Logo, Hermes vislumbrou a placa de saudação da cidade, onde dizia: “Bem vindos à Juazeiro do Norte, a capital da fé do sertão cearense”, ao lado a bandeira hasteada em uma espécie de torre de três pés, uma bandeira de lados amarelo e azul, com uma cruz de santo André branca e a imagem de dois leões ao centro.
Mas um fato intrigava o Hermes, que era o fato de as ruas estarem desertas, embora fosse um dia da semana em que era comum o trabalho de feirantes na cidade, visto que se tratava de uma quinta-feira. Hermes decidiu avançar até o ponto onde a feira municipal se ajuntava naquele dia, toda semana nas quintas-feiras se realizava a feira da cidade no paço de Juazeiro do Norte, em frente ao mercado central da cidade. Para lá se dirigiu o Hermes em seu carro.
Depois de algum tempo, avistara o paço em frente ao mercado central completamente vazio e o que era mais espantoso: completamente desarrumado como se ali tivesse havido uma briga de animais ferozes. Barracas derrubadas, frutas e mercadorias espalhadas pelo local e um rastro de destruição que se dirigia até a porta de entrada do mercado. Hermes se aproximava apalermado de lá, já com a mão na arma que trazia na cintura. Havia acabado de ser nomeado delegado da cidade, e não esperava encontrar a cidade em tal estado.
O medo se aproximava dele a cada passo que ele dava para o mercado destruído. Ao chegar à porta colocou a mão na mesma e a empurrou com a arma já em punho, apontando para os lados, ultrapassou a soleira do local, e um choque lhe veio com o que viu: o local estava banhado de sangue, e lá não se abatiam animais nem se vendia carne, já que o açougue era a três quadras dali.
Foi andando para sair pelo outro lado do mercado, porém quando estava próximo à porta dos fundos ouviu a sirene de sua viatura ser acionada, aturdido, correu de volta por dentro do mercado para frente do mercado, quando saiu do mesmo viu sua viatura com as sirenes ligadas e com a arma pronta para a ação se aproximou da mesma.
Abriu a porta e viu que nada havia dentro do carro, e sendo assim se prontificou a adentrar no veiculo, quando o fez vislumbrou pelo retrovisor interno alguém se aproximando por trás do carro, sacou a arma e esperou a pessoa se aproximar mais para abordá-la: “Dever ser um delinquente” imaginou Hermes e lentamente foi abrindo a porta do veiculo e pondo o pé esquerdo no chão fora do mesmo.
Ficou de pé encostado no veiculo e viu que a tal pessoa estava agora andando do outro lado do carro que estava ao lado do seu. Percebeu que era um homem sujo. Sendo assim Hermes gritou em tom de ameaça: - Parado, em nome da lei! Encoste-se ao carro e não lhe farei mal algum, apenas lhe revistarei – falava ele se dirigindo em direção da pessoa por trás do carro em que o tal homem estava agora parado sem ação.
   Logo se colocou atrás do carro e ordenou a pessoa suja que estava a sua frente: - Mãos para cima, e encoste-se no carro. Neste momento o homem lentamente começou a se voltar para ele e Hermes recuou apavorado. O homem tinha o rosto totalmente destruído, os olhos eram brancos como algodões, sua roupa estava rasgada e sua boca era negra e os dentes amarelados. – Céus! – bradou Hermes já disparando contra o ser acertando-lhe num dos braços. Hermes arregalou os olhos quando ouviu a voz estranha do homem reboar pelos ares: - Miolos!
Desesperado, Hermes correu para sua viatura e saiu cantando pneu. Deixando para trás um homem sujo e com feições de defunto. Vá lá, digamos a verdade: Hermes acabara de ver um morto que andava com seus próprios pés. Um cazumbi em plena cidade de Juazeiro do Norte. Seria isso um sonho ou uma trágica e estranha realidade? Hermes corria em seu carro e logo chegou a delegacia do local e se trancou lá dentro. Mesmo sendo um homem que não temia bandidos, tampouco pessoas mortas, todavia aquela visão abalara seus nervos de aço e repentinamente, desfaleceu.