terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

BASTAVA (BASTABA; ENOUGHT)

Um sorriso simpático;
Que responda ao meu sorriso, bastava;
Um espaço dividido;
Com as coisas mais simples, bastava...

Um abraço em qualquer lugar, e mesmo agora;
Nos permitiria falar com graça de coisas sérias;
E até esquecer que usamos roupas;
Transformar as desavenças, em paz;
O primeiro que se renderá, já saberá o que faz...

Como podemos chegar;
A nos amar tão mal?
Fracamente, eu não sei!
Como você pode dizer;
Que aqui cada um é por si;
E Deus por todos será?

Um passeio pela praça;
E sentar-nos em um banco, bastava;
Dar ouvido aos seus conselhos;
Mesmo que você esteja errada, bastava...

E importar-se menos;
Com nossas cordialidades;
As quais disfarçavam;
Nossos erros e gafes...

E mergulharmos dentro;
Da alma gelada;
E aceitar que o ontem;
Já é água passada...

Mas como podemos chegar;
A nos amar tão mal?
Fracamente, eu não sei!
Como você pode dizer;
Que aqui cada um é por si;
E Deus por todos será?

Como que você e eu;
Podemos ser tão bobos assim;
Como é que nós podemos jogar na cara;
O ódio que acabou nos vencendo aqui...

Bastava!
Te dar tudo;
Mesmo que fosse pouco;
Depende do que você entende por pouco?

Bastava!
Pronunciar mal as palavras;
Pelas ruas da cidade;
Sim bastava!

Hoje à noite abra os olhos;
E perceba a falta de amor;
Que há e veja a nossa dor...

Hoje à noite abra os olhos;
E veja as minhas lágrimas derramadas;
Caídas no chão e não digas nada...

Como podemos chegar;
A nos amar tão mal?
Fracamente, eu não sei!
Como você pode dizer;
Que aqui cada um é por si;
E Deus por todos será?



Bastava!
Agora você sabe;
O que sinto por você!
Bastava, bastava, bastava...

Lembra-se de quando bastava!
Bastava!

BY MAIRTON LIMA

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