quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SEMENTE DE TUDO


Eu sou a vereda;

De todas as grandes rodovias;
Por onde passei.

Das vilas e pequenas cidades;

Por onde andei.


Herança de eventos passados;

Migalhas do pão consumido;
Eu sou a metade de tudo;

Que você tem sido.


Nas ruas num sol de janeiro à dezembro;
Eu sou o farol, sou a contra mão;
Do coração que carregas no peito;
A simples afeição.

Sou parte maior desse germe;
Que prolifera e contamina;
Querendo construir morada;

Em você menina;

Doce menina...

Doce menina...


Eu sou uma parte do pó;
Que compõe a estrada de terra;
Você é água cristalina;

Lá no pé da serra;

Retalhos de horas vividas;
Num dia, tarde e quase do anoitecer o véu;
Mostrando caminho seguro;
Um jeito de céu.

Eu sou uma parte do crepúsculo;
Que entra no dia e no alvorecer;
Você é a semente de tudo;
Eu vivo a partir de você.


Eu sou uma parte do crepúsculo;
Que entra no dia e no alvorecer;
Você é a semente de tudo;
Eu vivo a partir de você.
Compositor: Zé Geraldo
Mairton Lima (para I. S. L)

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