
Eu sou a vereda;
De todas as grandes rodovias;
Por onde passei.
Das vilas e pequenas cidades;
Por onde andei.
Herança de eventos passados;
Migalhas do pão consumido;
Eu sou a metade de tudo;
Que você tem sido.
Nas ruas num sol de janeiro à dezembro;
Eu sou o farol, sou a contra mão;
Do coração que carregas no peito;
A simples afeição.
Sou parte maior desse germe;
Que prolifera e contamina;
Querendo construir morada;
Em você menina;
Doce menina...
Doce menina...
Eu sou uma parte do pó;
Que compõe a estrada de terra;
Você é água cristalina;
Lá no pé da serra;
Retalhos de horas vividas;
Num dia, tarde e quase do anoitecer o véu;
Mostrando caminho seguro;
Um jeito de céu.
Eu sou uma parte do crepúsculo;
Que entra no dia e no alvorecer;
Você é a semente de tudo;
Eu vivo a partir de você.
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