sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ORQUÍDEA NEGRA (ORCHIDÉE NOIRE)

“Atenção artilheiro;
Três salvas de tiros de canhão;
Em honra aos mortos;
Da Ilha da Ilusão;
Durante a última revolução;
Do coração e da paixão;
Apontar estibordo;
Fogo!”

Você;
É minha orquídea negra;
Que brotou;
Da máquina selvagem;
E o anjo;
Do impossível;
Plantou como;
Nova paisagem...

E o anjo;
Do impossível;
Plantou como;
Nova paisagem...

Oh, oh, oh, oh, oh...

Você;
É a dor do dia a dia;
Você é a dor;
Da noite a noite;
Você é a flor;
Da agonia;
Da chibata;
Do chicote e o açoite...

Você é a flor;
Da agonia;
Da chibata;
Do chicote e o açoite...

Chama!
Oh, oh, oh, oh, oh...

Lá fora ecoa;
A ventania;
E os ventos;
Arrastam vendavais;
Do que foi;
Do que seria;
Do que nunca;
Volta jamais...

Do que foi;
Do que seria;
Do que nunca;
Volta jamais...

Chama!
Oh, oh, oh, oh, oh...

Parece até a própria tragédia grega;
Da mais profunda;
Melancolia;
Parece a;
Bandeira negra;
Da loucura;
E da pirataria...

Parece a;
Bandeira negra;
Da loucura;
E da pirataria...

Oh, oh, oh, oh, oh...

“Atenção artilheiro;
Três salvas de tiros de canhão;
Em honra aos mortos;
Da Ilha da Ilusão;
Durante a última revolução;
Do coração e da paixão;
Apontar estibordo;
Fogo!
Fogo!
Fogo!”




ZÉ RAMALHO


PARÓDIA BY MAIRTON LIMA

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