segunda-feira, 25 de julho de 2011

À MISSÃO VELHA (TO OLD MISSION, A LA MISIÓN VIEJA)

Ainda me lembro;
Que no tempo de criança;
Tinha sempre no peito esperança;
E coragem de aprontar;
Chegava segunda acordava bem cedinho;
Mãe, já estou bem limpinho;
Vamos lá na feira passear...

Eu tenho força bastante;
Para andar bem rapidinho;
Não atrasarei teu destino;
Para brinquedos espiar;
Mas confesso;
Que sempre ficava comovido;
Quando ao longe eu ouvia o sino;
Da Igreja Matriz à tocar...

Mas dá tristeza;
Ao ver que tu está mudada;
Não tem mais aquela moda;
De pães na porta pendurar;
O tempo todo tu não sai do pensamento;
Missão Velha em nenhum momento;
Deixarei de te lembrar...

Me alegra ser um filho;
Dessa terra amada;
Doce lar;
Cresci aqui e todo dia;
Com meu pai;
Em seu carro ia;
O sítio sempre aguar...

Ei Dona Zila;
Onde anda a Elzinha?
Já vive agora;
Uma boa vida;
Em São Paulo;
Ela foi morar?

Mas dá tristeza;
Ao ver que tu está mudada;
Não tem mais aquela moda;
De pães na porta pendurar;
O tempo todo tu não sai do pensamento;
Missão Velha em nenhum momento;
Deixarei de te lembrar...

Mas dá tristeza;
Ao ver que tu está mudada;
Não tem mais aquela moda;
De pães na porta pendurar;
O tempo todo tu não sai do pensamento;
Missão Velha em nenhum momento;
Deixarei de te lembrar...


Recordo e minha garganta dá nó;
Lembro de vovô e vovó;
Sentados juntos na salinha;
Eles davam conselhos ao meu tio;
Deus te tenha vovô Lírio;
Junto com vovó Belizinha...

O tempo passa e corre veloz;
Hoje estão marcados na minha história;
Para mas na frente deles sempre lembrar;
Agradeço o coração que Deus me deu;
Para expor neste poema meu;
O amor que tenho a este lugar...

Mas dá tristeza;
Ao ver que tu está mudada;
Não tem mais aquela moda;
De pães na porta pendurar;
O tempo todo tu não sai do pensamento;
Missão Velha em nenhum momento;
Deixarei de te lembrar...


BY MAIRTON LIMA

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