segunda-feira, 11 de abril de 2011

O LOBISOMEM DE MÁRMORE

A lua inteira;
Agora é um manto vermelho;
O fim das súplicas nas minhas presas;
São sete ciclos numa escura selva sob céu;
Quero um riacho para lavar os beiços;
Quero acordar deste pesadelo agora mesmo;
Quero uma chance de tentar viver;
Sem essa dor...

Sempre estar lá;
E ver a lua cheia voltar;
Não sendo mais o mesmo;
Pois estava a caçar...

Sempre estar lá;
E ver a lua cheia voltar;
O tolo teme a noite;
Como a noite vai temer o lobo...

Vou chorar sem medo;
Vou lembrar do tempo;
Que eu via a lua azul...

A trajetória é escapa do risco nu;
Os galhos chocam em meu nariz pontudo;
Desculpe estranho;
Eu voltei mais selvagem, já percebeu...

Na lua cheia o meu lado escuro é sempre mortal;
Na selva caçar é tão normal;
Desculpe estranho;
Eu voltei mais selvagem, já percebeu...

Sempre estar lá;
E ver a lua cheia voltar;
O tolo teme a noite;
Como a noite vai temer o lobo...

Vou chorar sem medo;
Vou lembrar do tempo;
Que eu via a lua azul...

BY MAIRTON LIMA

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