sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

JEITO DE CHORO

De onde é que vieram;
Meus olhos tão tristes?
Vieram da campina;
Onde o sol se deita;
Do regalo de terra;
Que o meu pé ajeita;
Quando pisa sereno;
No sereno sonha...

De onde é que salta;
Esta voz tão risonha?
Da chuva que teima;
Mas o céu rejeita;
Do choro, do medo;
Dessa perda tristonha;
Mas, que o sol resgata;
Arde e deleita...

Há uma estrada de pedra;
Que passa na fazenda;
É meu destino, é minha senda;
Onde nascem minhas canções...

As tempestades do tempo;
Que marcaram minha história;
Fogo que queima na minha memória;
E acende os corações...

Sim;
Dos teus pés na terra nascem flores;
A tua voz macia;
Aplaca as minhas dores;
E espalha cores vivas pelo ar...

Sim;
Dos meus olhos saem cachoeiras;
Sete lagoas;
Mel e choradeiras;
Espumas ondas;
Águas do teu mar...

Há uma estrada de pedra;
Que passa na fazenda;
É meu destino, é minha senda;
Onde nascem minhas canções...

As tempestades do tempo;
Que marcaram minha história;
Fogo que queima na minha memória;
E acende os corações...

Sim;
Dos teus pés na terra nascem flores;
A tua voz macia;
Aplaca as minhas dores;
E espalha cores vivas pelo ar...

Sim;
Dos meus olhos saem cachoeiras;
Sete lagoas;
Mel e choradeiras;
Espumas ondas;
Águas do teu mar...

PAULA FERNANDES
PARÓDIA BY MAIRTON LIMA

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